Açúcar envelhece?

Açúcar e envelhecimento – entenda o processo

Você já está cansado de ouvir falar dos perigos que vêm de fora: sol, poluição, baixas temperaturas… Mas há algo que destrói a pele por dentro: o açúcar. Entenda como ele reage com o colágeno e potencializa o envelhecimento cutâneo.

Consumo excessivo de açúcar e vida saudável

Como blog fitness temos a preocupação em falar sobre a alimentação saudável como parte de uma rotina diária, como um hábito a ser seguido e não somente como meio para emagrecer e ter as medidas corporais impostas pela mídia. O consumo excessivo de açúcar além de causar impactos na estética, também leva a prejuízos na saúde e também no envelhecimento precoce. Recentemente, a australiana Carolyn Hartz ficou famosa ao revelar que não consome açúcar há 28 anos e aponta, entre outros cuidados, que isso é o principal motivo de parecer tão jovem aos 70 anos. Realmente ela possui uma pele e uma forma física impressionantes, vejam!

Açúcar e envelhecimento - Carolyn Hartz

Se as fotos impressionaram, entenda agora a relação entre o consumo de açúcar e o envelhecimento!

Se a sua alimentação é rica em açúcar e carboidratos, isso se reflete no colesterol, pode provocar Alzheimer (segundo estudos recentes) e também envelhecer a sua pele. “O consumo em demasia de carboidratos e açúcares pode desencadear o processo de glicação, em que as moléculas de glicose se unem às proteínas de elastina e colágeno — substâncias responsáveis pela firmeza da pele. O açúcar faz com que as proteínas se quebrem, o que aumenta o processo de envelhecimento da pele e a flacidez”, afirma a dermatologista Dra. Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Para ficar tudo bem claro, a dermatologista explica de maneira clara essa relação entre açúcar e envelhecimento cutâneo:

Açúcar e envelhecimento da pele

Como e por que a pele envelhece?

Elastina e colágeno são substâncias responsáveis pela firmeza da pele. “Elas deixam a pele mais esticada, mais firme. É o que uma pessoa jovem tem em excesso e, a partir dos 25 anos, vamos perdendo. Aliado a isso, essa desestabilização provocada pela glicação destas células, que é a quebra de elastina e colágeno, faz com que a pele perca sua sustentação, como um arcabouço que vai se quebrando. A glicação, portanto, faz com que a pele perca colágeno e elastina, resultando em rugas e flacidez”, explica a médica.

“O processo de glicação age principalmente nas linhas de expressão e flacidez. Mas produz, sim, rugas e pode piorar as manchas pelo processo de oxidação celular”, alerta a médica.

Quando devo me preocupar?

“A glicação normalmente existe em todas as pessoas, mas há um processo de excesso de glicação quando a alimentação é hipercalórica e hiperglicêmica. Ou seja, pessoas que ingerem alimentos ricos em açúcares e gordura aceleram o processo de envelhecimento e glicação”, conta.

O que é possível fazer para me proteger?

“Os estudos mais recentes mostram que cremes antioxidantes, com ingredientes como a molécula Alistin, fazem com que se combata esses radicais livres e o processo de glicação, portanto ajudando muito a combater o processo de envelhecimento causado pela glicação. Além disso, o que pode frear a glicação é uma dieta bem orientada, restrita, de baixo índice glicêmico e o uso de antioxidantes e antiglicantes por via oral. Então os nutracêuticos como Glycoxil conseguem bloquear a produção de radicais livres e desligam o açúcar excedente do colágeno, ajudando no processo de envelhecimento também”, argumenta.

Como tratar os efeitos?

O que há de mais recente para combater a flacidez e rugas é ThermiTight, um procedimento minimamente invasivo conhecido como “radiofrequência injetável”. “A radiofrequência monopolar aplicada internamente promove aquecimento nos tecidos subcutâneos, promovendo estímulo ao novo colágeno, com consequente firmeza e skin tightening”, acrescenta a médica. O procedimento é feito em uma sessão e já está disponível na Clínica Thais Pepe.

Dra Thais Pepe: Dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

 

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