Suplementação nutricional

Desmistificando a suplementação: quando ela é realmente necessária?

Nutricionista esclarece as verdades sobre a suplementação alimentar. O nosso dia a dia se modificou muito ao longo dos anos, e se a medicina evolui o suficiente para tratar doenças “incuráveis”, o corpo humano tem mostrado que precisa de cada vez mais energia para suportar o estresse causado diariamente. Entre os pontos mais afetados por este novo estilo de vida, está a alimentação – o pilar inicial da saúde do organismo. Acordar cedo, passar horas no trânsito, petiscar ao longo do dia sob o efeito de muito café, e chegar em casa e ainda preparar aquele jantar… Não é bem assim.

Suplementação nutricional

Infelizmente o tempo é curto e as alimentações, além de erradas, não são feitas com cuidado e nem com todos os nutrientes necessários ao corpo. São muitos lanches, cafés, “petiscos” e refeições pesadas que não agregam na nossa saúde, além é claro de que é quase impossível ter uma alimentação perfeita com tudo aquilo que o organismo necessita. E este é afinal o papel da suplementação alimentar. “A suplementação é indicada quando a ingestão de alimentos não consegue alcançar as necessidades nutricionais. São vários os sintomas que indicam a deficiência de nutrientes, tais como imunidade baixa com recorrência frequente de resfriados, câimbras, unhas fracas, cabelos quebradiços e ressecados, manchas na pele, fraqueza, doenças periodontais, problemas ósseos, obesidade, diabetes e até mesmo depressão e câncer”, afirma a Dr.ª Dalila Marciele Nunes, nutricionista e consultora da Vital Natus.

Suplementação é remédio?

Existem dois extremos quando se fala em suplementação: aquelas que acreditam que ela age como um “remédio” para engordar, para emagrecer, ou aqueles que conhecem seus benefícios e tomam por conta própria, acarretando em muitos problemas que ajudam, posteriormente, na posição de “vilão” da alimentação. A suplementação tem como função dar ao organismo todos as vitaminas e minerais que ele precisa, porém, deve ser sempre ingerida com a orientação médica e nunca por conta própria. “As pessoas confundem os suplementos esportivos utilizados por atletas para ganhar massa muscular ou emagrecer, com os suplementos vitamínicos que ajudam a pessoa a ter os nutrientes diários para prevenir e tratar doenças”, conta a nutricionista.

Uma dúvida comum é: os complementos vendidos em cápsulas são medicamentos? “Apesar de ser um comprimido, os suplementos não são remédios, mas sim, substâncias naturais”, esclarece Arthur Leão, da Vital Natus. Outra questão comum é se os suplementos engordam. É aí que entra a orientação médica. Dalila explica que eles não possuem calorias, portanto não engordam. Porém, o que acontece é que esses nutrientes podem participar de funções que aumentam o apetite, fazendo com que a pessoa coma mais e ganhe mais peso. Portanto, é fundamental saber como é a sua saúde e deixar que um médico avalie cada caso, recomendando a suplementação certa para cada um. Ela detalha ainda mais: esclarece que é necessário saber da rotina da pessoa, se pratica exercícios, quanto tempo pratica e a intensidade deles.

“A suplementação inadequada poderá trazer sérios prejuízos à saúde do paciente. Ferro demais pode se depositar nas artérias e causar cansaço. Muita vitamina C é capaz de aumentar o risco de pedras nos rins. E, no fígado, pode haver um acúmulo de gordura. Além disso, se o indivíduo for mal orientado, pode aumentar o percentual de gordura, ter acne, gases e alergias respiratórias, no caso de consumir um excesso de proteínas. Pode, ainda, apresentar dificuldade de digestão”, ressalta a consultora da Vital Natus.

Crianças também podem necessitar de suplementação, e assim como no caso dos adultos, é importante ter o aval e o acompanhamento do pediatra. Vale também verificar os fabricantes desses suplementos e ficar atento até mesmo na embalagem que conservam os comprimidos, pois dependendo do nutriente, eles necessitam de invólucros especiais em diferentes cores para conservar o seu efeito. Em outras palavras, com a orientação médica, é possível descobrir se há a necessidade de entrar com o suplemento e o seu consumo adequado, sem mitos, sem medos e, principalmente, sem neuras.

*Dr.ª Dalila Marciele Nunes – Nutricionista – CRN 8457

 

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10 dicas de alimentação saudável no verão

Especialista orienta sobre importância da alimentação saudável no verão – Rio de Janeiro chegou a registrar a maior sensação térmica do ano: 45,7 graus

As altas temperaturas registradas nos últimos dias chamam a atenção para a importância de ter uma alimentação mais leve e saudável no verão. Para manter a temperatura interna do corpo equilibrada, o organismo se esforça ainda mais do que em dias menos quentes para que não haja desidratação. De acordo com a nutricionista Leusimar Malta Nunes, da rede carioca de supermercados Prezunic, para evitar o mal-estar é fundamental consumir alimentos naturais, de fácil digestão e menos calóricos.

– Legumes, frutas, verduras, carnes magras (assadas, grelhadas e /ou cozidas), leguminosas (feijões, grão de bico, soja, lentilha) não podem faltar no cardápio. É fundamental beber muito líquido, preferencialmente água. Água de coco e isotônicos também são uma boa opção – orienta, alertando que toda dieta deve ser desenvolvida e monitorada por profissionais de saúde.

Confira algumas dicas que podem ajudar a passar pelos dias mais quentes sem indigestão

10 dicas de alimentação saudável no verão

As altas temperaturas favorecem a desidratação. Beba muita água, várias vezes ao dia. No mínimo, 2 litros por dia. Uma boa opção são as águas aromatizadas, como: água de morango com folha de estévia; laranja, canela em pau e limão; maçã, limão e canela em pau; abacaxi com hortelã; limão, lima da persia, alecrim; gengibre, laranja e hortelã.

A água de coco é uma excelente bebida, já que fornece carboidratos e minerais importantes para o organismo. Assim como isotônicos, que podem ser caseiros com base de água 500 ml, suco natural de frutas (laranja, limão, uva – 50 ml), açúcar (mascavo, demerara ou cristal -2 colheres de sopa), e sal (1 colher de chá). São hidratantes naturais.

Evite alimentos e preparações ricos em gorduras. No verão, a digestão fica prejudicada, causando sensação de mal-estar.

Prefira os picolés de fruta natural, que são menos calóricos em comparação com os sorvetes cremosos.

Comece a refeição com uma porção grande de salada. Elas são ricas em fibras e água, dando maior sensação de saciedade.

Verduras e legumes são alimentos ricos em água e, por isso, eles ajudam a hidratar o corpo. Ingira, no mínimo, 2 porções por dia.

As frutas são boa fonte de água, carboidratos, vitaminas e minerais. Elas podem ser consumidas como sobremesas e, também, como opção para pequenos lanches entre as refeições principais. Ingira, pelo menos, 4 frutas por dia.

Na praia, preste atenção na qualidade e higiene dos alimentos que são oferecidos. O calor favorece a proliferação de micro-organismos, reduzindo o tempo de vida útil do alimento. Batidas de frutas são excessivamente calóricas. Prefira sucos de frutas naturais ou água de coco para se refrescar. Uma boa opção é levar uma bolsa térmica cheia de frutas e água.

Os cuidados com o transporte e armazenamento de alimentos é muito importante, porque o calor aumenta a possibilidade de proliferação de bactérias e possível intoxicação alimentar.


 

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Termogênicos Naturais

Termogênicos naturais podem driblar efeitos colaterais de industrializados

Termogênicos Naturais

Termogênicos Naturais | Segundo médico, em receitas acompanhadas, o óleo de coco, café, pimenta-vermelha, chá verde, canela, gengibre e alho são excelentes substistitutos para os pré-treino

Um dos grandes problemas de atletas que iniciam os treinos nas academias é a adaptação aos termogênicos. Palpitações, dores de cabeça e problemas imunológicos podem ser alguns dos efeitos colaterais desses suplementos. Uma solução para quem é mais sensível a esses produtos pode ser natural e acessível.

A dica é do médico Theo Webert, que atua em nutrologia e reequilíbrio corporal. “Óleo de coco e café, por exemplo, é uma ótima opção para ser consumida antes do treino, pois melhora bastante a performance e oferece ação termogênica, que ajuda no emagrecimento”, afirma.

Segundo o médico, que atua em São Paulo, Rio e Brasília, a bebida passa a estimular o seu sistema nervoso, por responsabilidade do óleo de coco, que é cheio de gorduras boas que auxiliam também no controle da sua fome. “O ideal é que a bebida seja consumida uma vez ao dia, se possível pela manhã e, não leva nenhum tipo de açúcar ou adoçante”, sugere.

O médico explica que por ser natural, a receita evita por exemplo palpitações, pressão arterial alta ou até um ataque cardíaco. “Termogênicos industriais podem te levar da euforia à depressão rapidamente. Irritações ficam mais frequentes e pessoas ansiosas, depressivas ou com transtorno bipolar são mais suscetíveis a esses efeitos colaterais específicos”, diz.

Outros alimentos naturais podem surtir o mesmo efeito dos termogênicos, sem os problemas geralmente relatados pelos usuários. “A pimenta-vermelha, o chá-verde, o gengibre, a canela e o alho são alimentos ricos e com propriedades de elevar a temperatura corpórea, acelerar o metabolismo, produzir energia e fornecer saúde”, informa o médico.

O médico lembra ainda que qualquer um desses alimentos naturais auxiliam e muito o sistema imunológico. “Com termogênicos convencionais, a imunidade fica prejudicada basicamente como consequência da irregularidade no sono que os termogênicos causam. Não dormir direito acarreta em vários males, entre eles te deixar fraco e doente”, finaliza.

Como em qualquer dieta, no entanto, o médico orienta que o paciente procure o auxílio de um profissional especializado antes de aderir à qualquer tipo receita. “É importante mencionar que esses alimentos devem ser consumidos com cautela por pessoas com restrições médicas, já que não são indicados por quem tem problemas de hipertensão, problemas cardíacos, intestinais, disfunções na tireóide, úlceras ou insônias, por exemplo”, elenca.

 

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Mitos e verdades sobre Gluten

Gluten faz mal mesmo? Engorda? O que é verdade e o que é mentira em meio a “modinha” da dieta sem gluten?

Nutricionista desmistifica as polêmicas sobre o glúten e lista os principais mitos e verdades acerca da proteína

Mitos e verdades sobre Gluten

Muito se ouve falar sobre glúten, doença celíaca e dietas radicais que excluem o consumo deste nutriente.Mas, diferentemente do movimento gluten-free propagado de maneira irresponsável por alguns influenciadores de opinião, a alimentação isenta da proteína não deve estar atrelada ao controle de peso ou ser vista como prática saudável para este fim.

De acordo com Marcela Tardioli, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), “restringir o glúten deve estar relacionado ao controle de alguma doença ou condição adversa ao consumo e deve adotar esta prática somente quem possui diagnóstico e recomendação médica, para que não haja nenhuma deficiência nutricional”, alerta.

Para ajudar a esclarecer sobre os riscos que envolvem o modismo, a especialista elencou os principais mitos e verdades sobre o tema. Confira:

Retirar o glúten da dieta emagrece

MITO.O glúten, de forma geral, é uma proteína encontrada nos grãos de trigo, centeio, cevada e malte e consequentemente nas preparações que contém estes ingredientes. Está associado a alimentos fonte de carboidrato, que contêm vitamina B e açúcar. Na realidade, reduzir e equilibrar a ingestão destes produtos faz com que aconteça a diminuição e o controle do peso por não haver exagero no consumo de forma geral, e não pela ausência do glúten.

É indicada a retirada do glúten da dieta em caso de doença celíaca.

VERDADE. A restrição deve ser feita após um diagnóstico médico da doença celíaca e sinais clínicos (diagnosticados) de sensibilidade ao glúten. No caso da alergia ao trigo, sua ingestão ou preparações que o contenha deve cessar. Tirar o glúten do dia a dia de forma indiscriminada ou que não seja pelos motivos citados acima, não tem respaldo da ciência.

Há relação de rotavírus com doença celíaca.

VERDADE. Estudos recentes apontaram que, principalmente em crianças, infecções frequentes e repetitivas com rotavírus podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença celíaca em pessoas com predisposição genética. Uma das hipóteses para esta relação é que as infecções afetam a mucosa do intestino, deixando-as mais suscetíveis à doença.

Doença celíaca tem cura.

MITO. A enfermidade não tem cura, mas com a exclusão do nutriente da alimentação os sintomas já começam a desaparecer. Ou seja, é uma condição controlável, mas que deve receber atenção para o resto da vida.

Cientistas australianos e americanos realizaram alguns testes para a criação de uma vacina para doença celíaca, que visa reduzir a sensibilidade dos pacientes ao glúten. A primeira fase de testes mostrou eficácia, porém ainda existe um longo caminho a ser percorrido até que seja de fato aprovada.

Por fim, Marcela ressalta que uma alimentação saudável deve incluir todos os grupos de alimentos, como cereais, frutas, verduras, legumes, entre outros. “Além disso, entender as diferenças entre a doença celíaca, sensibilidade ao glúten e alergia ao trigo pode ajudar a identificar alguns sintomas que devem ser relatados a um profissional da área de saúde, para correto diagnóstico e tratamento”.

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Preciso cortar gordura da alimentação?

Nutricionista explica: não é preciso cortar gorduras da alimentação

Todo organismo precisa de gordura. A afirmação pode até parecer estranha para alguns, mas a verdade é que elas são fundamentais para a saúde do corpo. Apesar da má fama que muitas vezes levam, se consumidas com moderação elas são fonte de energia, facilitam a absorção de algumas vitaminas, são responsáveis por manter as paredes das células funcionando bem e têm papel fundamental na composição de hormônios importantes para a saúde.

Gordura boa - saiba como usar melhor a gordura

A nutricionista Ana Carolina Moron Gagliardi explica que a gordura é classificada como macronutriente e conhecida também como lipídio, é formada por ácidos graxos unidos a um glicerol. “Toda gordura em excesso, que não é usada pelo corpo, é transformada pelo fígado em triglicerídeos, que são transportados pela corrente sanguínea até os tecidos adiposos para serem armazenadas como estoque de energia, na forma de gordura”, esclarece Ana Carolina.

A maior parte da gordura em nosso corpo e nos alimentos que consumimos está na forma de triglicerídeos, que são produzidos a partir do excesso de energia não utilizada pelo organismo. Os ácidos graxos são classificados como saturados e insaturados (monoinsaturados e poli-insaturados).

Confira a diferença entre as gorduras no quadro abaixo:

Gordura boa e gordura ruim - entenda melhor!

Agora fica mais simples entender a importância do equilíbrio no consumo de gorduras e que o excesso pode torná-las prejudiciais para o corpo. A nutricionista Ana Carolina Moron Gagliardi explica que o consumo excessivo de gorduras pode provocar doenças cardiovasculares. Ela também aponta dez dicas importante sobre o assunto:

Dicas da Nutri

– Fique de olho na tabela de informação nutricional que vem no rótulo da embalagem;

– Não abuse: em média, o consumo diário de gordura não deve ultrapassar 25% da ingestão calórica total, considerando uma dieta de 2.000 calorias diárias;

– Procure consumir peixes e carnes magras, e prefira preparações assadas ou cozidas;

– Evite frituras;

– Consumo sem exageros de oleaginosas (amêndoas, amendoim, nozes, castanhas);

– Coma com frequência e variedade frutas, verduras e legumes;

– Dê preferência a alimentos e grãos integrais;

– Evite o consumo excessivo de bebidas alcóolicas;

– Tente controlar o estresse;

– Pratique exercícios físicos regularmente.

REFERÊNCIAS

Interim Summary of Conclusions and Dietary Recommendations on Total Fat & Fatty Acids From the Joint FAO/WHO Expert Consultation on Fats and Fatty Acids in Human Nutrition, November 10-14, 2008, WHO HQ, Geneva.

MALACHIAS M.V.B. et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2016.

SANTOS, R. D. et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz sobre o Consumo deGorduras e Saúde Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2013.

 

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10 perguntas e respostas sobre a SOJA

Aprenda mais sobre a SOJA neste quiz!

A soja é um alimento de grande importância nutricional, que é sempre tema de discussão e ainda causa dúvidas sobre seus efeitos e benefícios. O Brasil é o segundo maior produtor do grão no mundo, porém os brasileiros ainda têm muitos questionamentos sobre sua importância.

Curiosidades sobre a SOJA

Faça o quiz e descubra se você sabe tudo sobre a soja.

Perguntas sobre a soja

1. Qual o principal nutriente presente na soja?
a)         Vitaminas
b)      Proteínas
c)      Carboidratos
d)      Fibras

2. Que tipo de doenças o consumo de sua proteína ajuda a prevenir*?
a)      Doenças digestivas
b)      Doenças contagiosas
c)      Doenças cardiovasculares
d)      Doenças cutâneas

* como parte de uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis

3. Para quem a bebida à base soja é indicada?
a)      Pessoas intolerantes à lactose
b)      Pessoas com alergia à proteína do leite
c)      Pessoas que buscam uma alimentação equilibrada
d)      Todas as alternativas

4. Quais crenças populares sobre a soja são falsas?
a)      Tem hormônios femininos
b)      Não pode ser consumida por crianças
c)      Deve ser evitada por homens
d)      Todas as alternativas são falsas

5. A soja é indicada para consumir em qual momento do dia?
a)      Café da manhã
b)      Pós-treino
c)      Café da tarde
d)      Qualquer momento do dia

6. Qual é a quantidade de proteína de soja que deve ser consumida diariamente para ajudar a diminuir o colesterol*?
a)      30 g
b)      25 g
c)      20 g
d)      10 g

* como parte de uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis

7. Quando comparada ao leite, as bebidas feitas com soja, tem:
a)      Proteína de mesma qualidade
b)      Mais gorduras saturadas
c)      Mais colesterol
d)      Mais lactose

8. Existe alguma diferença entre as bebidas feitas com extrato de soja e as preparadas com proteína isolada da soja?
a)      Não existe diferença alguma.
b)      Sim. A bebida feita com o extrato de soja preserva os outros nutrientes presentes na soja, como fibras, gorduras boas e vitaminas.
c)      Sim. A bebida feita com proteína isolada da soja tem maior quantidade de aminoácidos.
d)      A diferença existente é só de sabor.

9. A qualidade proteica da soja é inferior à das proteínas animais?
a)      Sim, é muito inferior.
b)      Não, é semelhante. E ainda possui naturalmente menor teor de gordura saturada.
c)      É semelhante e ainda naturalmente isenta de colesterol.
d)      Respostas b e c.

10. Quais são as consequências de acrescentar soja na dieta?
a)      A soja fornece proteína de boa qualidade
b)      Não faz diferença
c)      Não se deve consumir soja durante a dieta
d)      A soja faz engordar

Respostas da Nutricionista

A nutricionista Lara Natacci, do DietNet, explica as respostas:

1)      B – Cultivada há milênios pelos orientais, a soja é uma fonte de proteína, já que cerca de 35% do grão é composto por este nutriente. Mesmo sendo de origem vegetal, ela tem proteína de alto valor biológico, o que significa que ela tem todos os aminoácidos necessários ao nosso organismo, em quantidade adequadas. Quando comparada à proteína de origem animal, como a do leite, por exemplo, ela tem qualidade similar.

2)      C – A soja é rica em proteína de boa qualidade e a ANVISA reconhece que o consumo diário de 25 gramas de proteína de soja por dia, dentro de uma alimentação equilibrada, ajuda a reduzir o colesterol. Além disso, quando comparada a alimentos fonte de proteína animal, a soja é uma fonte proteica com teor menor de gorduras saturadas.

3)      D – De origem vegetal, a soja naturalmente não possui lactose, portanto as bebidas à base de soja podem ser consumidas por indivíduos com intolerância à lactose, pessoas com alergia à proteína do leite e aqueles que buscam ter uma vida saudável e alimentação equilibrada, pois é uma boa maneira de ingerir proteína de alta qualidade com baixo conteúdo de gorduras e ainda naturalmente sem colesterol.

4)      D – Todas essas crenças populares são falsas.
– Estudos recentes comprovam que o consumo de soja é seguro para todas as faixas etárias, podendo fazer parte de uma alimentação equilibrada e aliada a hábitos de vida saudáveis tanto para crianças quanto para adultos.

– A soja não deve ser evitada por homens, pois não há nenhum estudo relevante que aponte que ela cause alterações hormonais; e, pelo contrário, ela pode ser consumida por aqueles que desejam manter uma dieta equilibrada.

5)      D – A soja pode ser consumida de diversas maneiras e a qualquer momento do dia. Seja através do grão em refeições ou nas versões em bebidas de soja, em vitaminas e shakes.

6)      B – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a alegação de que o consumo diário de no mínimo 25g de proteína de soja pode ajudar a reduzir o colesterol. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação variada e a hábitos de vida saudáveis.

7)      A – A soja, quando comparada com o leite, naturalmente apresenta zero lactose e zero colesterol, além de ter proteína de boa qualidade (assim como o leite), mas com teor de gorduras saturadas menor, por ser de origem vegetal.

8)      B – O extrato de soja é obtido a partir da moagem dos grãos de soja com a água, preservando, assim, as proteínas, os carboidratos, as gorduras insaturadas, as vitaminas e os minerais. Já a proteína isolada da soja é extraída da farinha de soja desengordurada e possui no mínimo 90% de proteína. Dessa maneira, o isolado proteico de soja contém somente proteína, e os demais nutrientes são eliminados na composição do produto final. Na composição de bebidas feitas com extrato e com proteína isolada da soja a quantidade de proteína e, portanto, de aminoácidos, é similar.

9)      D – A proteína da soja é considerada de alta qualidade. Se comparada às proteínas de origem animal, a soja possui uma quantidade consideravelmente menor de gordura saturada, com a vantagem de ser isenta de colesterol, como todos os alimentos de origem vegetal.

10)  A – A soja, como fonte de proteína de boa qualidade, pode ser incluída dentro de uma alimentação equilibrada para indivíduos de todas as idades.

 

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